Academia Brasileira de Cinema seleciona 12 filmes para disputar o Oscar de 2020

Ainda que a 92º cerimônia do Oscar faça parte de um futuro distante, a “corrida” por uma vaga na disputa de Melhor Filme Estrangeiro começa bem cedo. Nesse sentido, é possível destacar que, no Brasil, tal corrida já começou.

De encontro a isso, a Academia Brasileira de Cinema já divulgou uma lista preliminar contendo potenciais candidatos brasileiros à disputa. A lista em questão conta com 12 produções que podem vir a representar o Brasil no Oscar de 2020. A partir dessa lista, uma produção será escolhida para ser enviada como representante do país aos votantes da premiação. O filme selecionado para essa importante tarefa será divulgado pela Academia Brasileira de Cinema no dia 27 de agosto.

É importante lembrar que o Brasil não consegue emplacar uma indicação na categoria de Melhor Filme Estrangeiro desde o ano de 1998, ocasião em que o filme O Que É Isso, Companheiro?, dirigido por Bruno Barreto, conseguiu uma indicação. Além do longa-metragem supracitado, apenas dois outros filmes brasileiros conseguiram emplacar indicações na categoria: O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, e O Quatrilho, de Fábio Barreto.

Embora Cidade de Deus tenha conseguido algum destaque internacional e até mesmo chegado a conquistas 4 indicações ao Oscar (Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Roteiro Adaptado), o filme não conseguiu chegar a categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Caso você não saiba como funciona o sistema de indicações a categoria de filmes estrangeiros, é possível destacar que cada país envia um candidato para participar do processo de seleção da Academia de Hollywood. Após esse envio, os votantes assistem às produções selecionadas e determinam quais serão consideradas pela premiação. No ano de 2020, a lista definitiva de indicados a Melhor Filme Estrangeiro será divulgada no dia 13 de janeiro de 2020 e a cerimônia de entrega do Oscar será realizada no dia 19 de fevereiro.

Nesse ano, foram considerados titulares da comissão responsável por selecionar o representante do Brasil o crítico de cinema Amir Labaki, a diretora Anna Muylaert e também o diretor e roteirista David Schurmann. Além deles, também compõe o time responsável pela avalição dos filmes a produtora e curadora Ilda Santiago, o diretor de fotografia Walter Carvalho, as produtoras Vânia Catani e Sara Silveira, o produtor e diretor Zelito Vieira e, por fim, o roteirista Mikael de Albuquerque.

No que se refere aos 12 filme selecionados, é possível afirmar que diretos consagrados e premiados integram a lista, o que causa otimismo quando se pensa nas chances do Brasil de conseguir uma vaga no Oscar de 2020 depois de mais de 20 anos sem emplacar uma indicação na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Entre as produções presentes na lista, destacam-se o aclamado e aguardado Bacurau, de Kleber Mendonça Filho, que chegou aos cinemas ainda essa semana. Bacurau se consagrou vencedor do prêmio do júri no Festival de Cannes, chegando a empatar com o filme francês Les Miserábles.

Nesse sentido, é possível afirmar que o filme já fez história: trata-se da primeira vez que uma produção nacional consegue vencer o prêmio em questão nessa categoria, considerada a terceira mais importante do festival.

Além de Bacurau, também concorre a vaga de representante brasileiro no Oscar de 2020 o filme A vida invisível de Eurídce Gusmão, do aclamado Karim Aïnouz, responsável por filmes como Madame Satã.  Assim como o seu concorrente, A vida invisível de Eurídice Gusmão também venceu um prêmio no Festival de Cannes, na mostra Um Certo Olhar, que pode ser considerada a principal do evento. Esse foi o primeiro prêmio do tipo dado a um filme brasileiro.

Os outros dez filmes a disputarem a chance de representar o Brasil no Oscar de 2020 são Simonal, de Leonardo Domingues, Los Silencios, de Beatriz Seigner, Sócrates, de Alex Moratto, A última abolição, de Alice Gomes, A Voz do Silêncio de André Ristum, Bio, de Carlos Gerbase, Legalidade, de Zeca Brito, Humberto Mauro, de André Di Mauro, Espero tua (re)volta, de Eliza Capai e Chorar de Rir, de Toniko Melo.

Escrito por Welhyngton Ribeiro

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