Falece cantor Carlos após sofrer com problemas em seu pulmão: “Lamentável”

Faleceu o cantor.

 

Por volta das duas da tarde desta quarta-feira, 28 de outubro, Carlos Enrique Estremera Colón faleceu na sua terra natal, Porto Rico.

Quando a notícia apareceu, o público amante da salsa em Porto Rico e na América Latina começou a expressar seu pesar pela morte deste grande CANTOR, que morreu de fibrose pulmonar quando tinha apenas 62 anos.

Cano Estremera deve seu apelido artístico à condição de albino, uma anomalia congênita.

Ele nasceu em 2 de setembro de 1958 em Santurce, San Juan, cidade onde também ocorreu sua morte.

O seu início musical está associado à música tradicional do seu país, visto que como percussionista integrou um lendário grupo de Plenas (música típica Borinquen), denominado “Los Pleneros del Quinto Olivo”.

Aos 18 anos integrou a orquestra “Mulenze”, mas o seu grande salto deu-se em 1978 quando foi convidado a integrar a orquestra do baixista Bobby Valentín. A primeira música que gravou com a orquestra de Valentín foi “La boda de ella”, uma canção de Roberto Angleró que se tornou um grande sucesso e que continua a ser uma das mais ouvidas no repertório do vocalista e na salsa.

Foram seis produções gravadas que Cano Estremera fez com Bobby Valentín. Decidiu então, em 1984, aos 26 anos, começar como solista independente. A partir dessa fase surgem vários sucessos, destacando-se entre outros “Sexta-feira Social” e “Amor a tempo parcial”.

Passeios 

As viagens de Cano Estremera pelo Caribe, Estados Unidos e vários países da América Latina e Europa foram inúmeras. Espanha, Peru, Venezuela, Panamá e várias cidades dos Estados Unidos o receberam com grandes expressões de admiração.

 Morte 

Em 2017, a saúde do cantor de salsa complicou-se devido à fibrose pulmonar, quadro que se torna recorrente em pessoas com albinismo, como era o caso dele.

No ano seguinte, nos EUA (Pensilvânia), ele foi submetido a um transplante duplo de pulmão e, como resultado, teve dificuldade para andar. Estar confinado a uma cadeira de rodas definitivamente o tirou do palco. “Não me vejo cantando em uma cadeira de rodas”, declarou várias vezes.

As complicações foram aparecendo até a tarde desta quarta-feira, 28 de outubro, a consagrada “Dona do soneo” descansou em paz.

“Muito lamentável”, escreveu um fã.

Escrito por Juliana Gomes De Souza

Colunista de notícias sobre diversos assuntos. Apaixonada por literatura e a arte da escrita. Escrevo sobre tudo que envolve o mundo do entretenimento, além de falar das principais noticias sobre o dia a dia.