Polícia investiga PMs que foram ao hospital pegar a bala que matou Ágatha

De acordo com uma simulação, existem altas chances de que a bala pertença a um PM

A Polícia Militar abriu investigações para apurar se agentes da corporação estiveram no Hospital Getúlio Vargas, local para o qual a menina Ágatha Félix foi encaminhada depois de ser baleada. O objetivo da investigação é verificar se os PMs em questão tentaram tirar do local a bala responsável por vitimar Ágatha.

A respeito do fato, até o presente momento, a Polícia Militar apenas destacou que é bastante comum os agentes irem até as unidades de saúde para verificar informações relacionadas às entradas de vítimas de disparos de armas de fogo.

Durante a manhã dessa sexta-feira (4), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, destacou que a investigação será conduzida com rigor e que caso a tentativa de obter a bala seja provada, os culpados serão punidos. Na ocasião, Witzel ainda caracterizou o comportamento dos PMs que invadiram o hospital como inadmissível.

Ainda sobre isso, o governador carioca destacou que tudo precisa ser apuado e que existe muito “disse me disse” cercando a história em questão. Dessa forma, não se pode tirar conclusões precipitadas e é necessário ouvir todas as pessoas envolvidas no fato para saber o que aconteceu verdadeiramente.

Witzel ainda destacou que o resultado final das investigações vai ser utilizado para definir o que será feito. Portanto, se algum PM realmente tiver ido até o hospital para tentar pegar a bala, atrapalhando a investigação de morte de Ágatha, ele será punido, visto que isso constitui um crime. O governador ainda destacou que a determinação para a investigação partiu dele mesmo e que a sua gestão não tem “bandidos de estimação.

Ainda na última terça-feira (1º), foi feita pela Polícia Civil uma simulação da situação em que Ágatha foi morta, durante uma operação no Complexo do Alemão. De acordo com fontes da polícia, existem fortes indícios de que a bala responsável pela morte da garota pertença à arma de um PM. Os investigadores que participaram da simulação em questão afirmaram que um policial que participou da simulação chegou a passar mal ao relembrar os acontecimentos.

Para a Polícia Civil, existem grandes possiblidades de que não tenha ocorrido qualquer tipo de confronto entre os PMs e bandidos. Para corroborar isso, a corporação afirmou que apenas 2 tiros foram disparados. Ao todo, 11 PMs estão envolvidos no caso e somente dois aceitaram participar da simulação.

Escrito por Redator Seguindo News

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